Não maldigo os versos que lhe fiz
Não maldigo os versos que lhe fiz,
embora não devesse tê-los feito.
São versos que nasceram do meu peito,
mas frutos de um amor muito infeliz.
São versos que guardam o que não quis
guardar daquele nosso amor desfeito.
Relendo-os sofro, e sofrendo aceito
o que o destino quis como juiz.
Não os maldigo, não. Não os maldigo.
Vou guardá-los em mim como castigo,
para no amor eu escolher direito.
Só porque nesse amor não fui feliz,
não maldigo os versos que lhe fiz,
embora não devesse tê-los feito.
Ronaldo Cunha Lima
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Você veio com um brilho diferente
Apagando de vez as minhas chagas
Esqueci minhas noites mais amargas
Dos problemas tornei-me indiferente
Teu amor em meu ser está presente
Teus carinhos aos meus foram unidos
Tua voz é alento aos meus ouvidos
E teu cheiro fincado em minha mente
És a água que mata minha sede
És o torno que amor a minha rede
És a chave do cofre do meu peito
És agora uma metade de mim
És a luz que ilumina meu jardim
Viver longe de ti, não tem mais jeito.
Monique D'Angelo
Apagando de vez as minhas chagas
Esqueci minhas noites mais amargas
Dos problemas tornei-me indiferente
Teu amor em meu ser está presente
Teus carinhos aos meus foram unidos
Tua voz é alento aos meus ouvidos
E teu cheiro fincado em minha mente
És a água que mata minha sede
És o torno que amor a minha rede
És a chave do cofre do meu peito
És agora uma metade de mim
És a luz que ilumina meu jardim
Viver longe de ti, não tem mais jeito.
Monique D'Angelo
Adeus !
Meu mal se agrava não creio
Que volte a ver-te Maria
Na minha triste agonia
Mando uns versos te escrever
Dito as palavras baixinho
E um amigo dedicado
Vai batendo no teclado
Tudo que eu quero dizer.
Se me visses nesse instante
Talvez dissesses não é
Aquele ardente poeta
Cheio de amor e de fé
Minhas faces encovadas
Que já foram madrugadas
São agora a escuridão
Meus sonhos que eram tão grandes
Muito mais altos que os andes
Rolam agora no chão.
Eu que sorria e cantava
Prevendo um futuro de ouro
Não sou mais que uma alma triste
De quem não se escuta o choro
Sobre um leito amofinado
Descrente em pranto banhado
Sozinho longe dos meus
Tentando em vão vida nova
Só tenho um remédio a cova
Só tenho um consolo Deus .
De que me valeram crença
Amores,sonhos,virtudes
Se agora só me reservam
As larvas e os ataúdes?
Meu riso trancou-se em mágoa
A luz do olhar se fez água
E em tosse a voz se fundiu
Como naufrago de Osdilets
Meus olhos contemplam tristes
A terra que já sumiu.
Não quero nem ver o espelho
Para não ver a minha face
É mais um riso que morre
Mais um tormento que nasce
Não sei como em poucos dias
Fugiram-me as energias
Nem um ânimo ficou
Numa compleição de atleta
Uma caveira completa
Em sombra se transformou.
Talvez mais nunca eu te possa
Dizer: " Cheguei meu amor!
Voltou para o ninho d'águia
O peregrino Condor.."
Ai, não Maria a desgraça
Gemendo em meu lábios passa,
No desespero final
Aqueles beijos trocados
São agora amortalhados
Com a minha angústia mortal!
Nem as palavras que dito
Podem levar-te carinhos
São rosas danificadas
Pela tosse dos espinhos
O mal que me rói, não creio
Que tenha remédio veio
Pra de uma vez me levar
Adeus, Maria querida!
Adeus,Amor,Adeus,Vida
Adeus estrela do mar!
As praias onde pisamos
Dizendo versos à areia
Hão de retratar meu vulto
Nas noites de Lua-Cheia
Aqueles matos e flores
Que viram nossos amores
No seu verdejante altar
(Ai,sonho que se consome!)
Hão de chamar por meu nome
Sem nunca mais me encontrar.
Talvez meus ossos nem sejam
Sepultados por ai
Ficarei eternamente
Distante, longe de ti
Perdoa ,se porventura
Fiz-te algum mal ,criatura,
Se o que sonhaste eu não sou...
(Sabes que não sou covarde)
Não chores é muito tarde
Foi a morte que chegou!
Guarda todos os retratos
E as cartas que te escrevi
São lembranças de minh'alma
Que ficaram junto a ti
Dize às praias e as palmeiras
Aos céus e as brisas ligeiras
Que nos viram junto ao mar
Que eu mando as minhas lembranças
E as últimas esperanças
De os rever, de os encontrar!
E quando os jornais da terra
Disserem que ele morreu...
Molha as letras com teu pranto
E exclama: " Sim, era meu!..."
Se chorares comovida
Reza uma prece sentida,
Manda minha alma a Jesus!
Mas, te peço : em absoluto
Nunca te cubras de luto
- Que o nosso amor foi de luz.
Rogaciano Leite
( Datilografados por Irênio Jácomo de Araújo)
Santos , 15 de novembro de 1950
Que volte a ver-te Maria
Na minha triste agonia
Mando uns versos te escrever
Dito as palavras baixinho
E um amigo dedicado
Vai batendo no teclado
Tudo que eu quero dizer.
Se me visses nesse instante
Talvez dissesses não é
Aquele ardente poeta
Cheio de amor e de fé
Minhas faces encovadas
Que já foram madrugadas
São agora a escuridão
Meus sonhos que eram tão grandes
Muito mais altos que os andes
Rolam agora no chão.
Eu que sorria e cantava
Prevendo um futuro de ouro
Não sou mais que uma alma triste
De quem não se escuta o choro
Sobre um leito amofinado
Descrente em pranto banhado
Sozinho longe dos meus
Tentando em vão vida nova
Só tenho um remédio a cova
Só tenho um consolo Deus .
De que me valeram crença
Amores,sonhos,virtudes
Se agora só me reservam
As larvas e os ataúdes?
Meu riso trancou-se em mágoa
A luz do olhar se fez água
E em tosse a voz se fundiu
Como naufrago de Osdilets
Meus olhos contemplam tristes
A terra que já sumiu.
Não quero nem ver o espelho
Para não ver a minha face
É mais um riso que morre
Mais um tormento que nasce
Não sei como em poucos dias
Fugiram-me as energias
Nem um ânimo ficou
Numa compleição de atleta
Uma caveira completa
Em sombra se transformou.
Talvez mais nunca eu te possa
Dizer: " Cheguei meu amor!
Voltou para o ninho d'águia
O peregrino Condor.."
Ai, não Maria a desgraça
Gemendo em meu lábios passa,
No desespero final
Aqueles beijos trocados
São agora amortalhados
Com a minha angústia mortal!
Nem as palavras que dito
Podem levar-te carinhos
São rosas danificadas
Pela tosse dos espinhos
O mal que me rói, não creio
Que tenha remédio veio
Pra de uma vez me levar
Adeus, Maria querida!
Adeus,Amor,Adeus,Vida
Adeus estrela do mar!
As praias onde pisamos
Dizendo versos à areia
Hão de retratar meu vulto
Nas noites de Lua-Cheia
Aqueles matos e flores
Que viram nossos amores
No seu verdejante altar
(Ai,sonho que se consome!)
Hão de chamar por meu nome
Sem nunca mais me encontrar.
Talvez meus ossos nem sejam
Sepultados por ai
Ficarei eternamente
Distante, longe de ti
Perdoa ,se porventura
Fiz-te algum mal ,criatura,
Se o que sonhaste eu não sou...
(Sabes que não sou covarde)
Não chores é muito tarde
Foi a morte que chegou!
Guarda todos os retratos
E as cartas que te escrevi
São lembranças de minh'alma
Que ficaram junto a ti
Dize às praias e as palmeiras
Aos céus e as brisas ligeiras
Que nos viram junto ao mar
Que eu mando as minhas lembranças
E as últimas esperanças
De os rever, de os encontrar!
E quando os jornais da terra
Disserem que ele morreu...
Molha as letras com teu pranto
E exclama: " Sim, era meu!..."
Se chorares comovida
Reza uma prece sentida,
Manda minha alma a Jesus!
Mas, te peço : em absoluto
Nunca te cubras de luto
- Que o nosso amor foi de luz.
Rogaciano Leite
( Datilografados por Irênio Jácomo de Araújo)
Santos , 15 de novembro de 1950
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Só Pernambucano entende !!!
- Botão de som é pitôco;
- Se é muito miúdo é pixotinho;
- Se for resto é cotôco;
- Tudo que é bom é massa ;
- Tudo que é ruim é peba;
- Rir dos outros é mangar;
- Ficar cheio de não me toque, frescura é pantim;
- Já faltar aula é gazear;
- Colar na prova é filar;
- Quem é franzino (pequeno e magro) é xôxo;
- O bobo se chama leso;
- E o medroso se chama frouxo;
- Tá com raiva é invocado;
- Vai sair, diz vou chegar;
- "Caba" (homem) , sem dinheiro é liso;
- A moça nova é boyzinha;
- Pernilongo é muriçoca;
- Chicote se chama açoite;
- Quem entra sem licença emburaca;
- Sinal de espanto é "vôte";
- Tá de fogo, tá bicado;
- Quando tá folgado, tá folote ou afolozado;
- Quem tem sorte é cagado;
- Pedaço de pedra é xêxo;
- Quem não paga é xexêro;
- O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro;
- Quem dá furo (não cumpre o prometido ou compromisso) é fulero;
- Gente insistente é pegajosa; - Catinga de suor é inhaca;
- Mancha de pancada é roncha;
- Briga pequena é arenga;
- Performance ou atitude de palhaço é munganga;
- Corrente com pingente é trancilim;
- Pão bengala é tabica;
- Desarrumado é malamanhado;
- Pessoa triste é borocoxô, macambúzo;
- "É mesmo" é "Iapôis";
- Borracha de dinheiro é liga;
- Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
- Fofoca é fuxico;
- Estouro aqui se chama pipôco;
- Confusão é rolo.
- É assim que acontece, visse?
- Botão de som é pitôco;
- Se é muito miúdo é pixotinho;
- Se for resto é cotôco;
- Tudo que é bom é massa ;
- Tudo que é ruim é peba;
- Rir dos outros é mangar;
- Ficar cheio de não me toque, frescura é pantim;
- Já faltar aula é gazear;
- Colar na prova é filar;
- Quem é franzino (pequeno e magro) é xôxo;
- O bobo se chama leso;
- E o medroso se chama frouxo;
- Tá com raiva é invocado;
- Vai sair, diz vou chegar;
- "Caba" (homem) , sem dinheiro é liso;
- A moça nova é boyzinha;
- Pernilongo é muriçoca;
- Chicote se chama açoite;
- Quem entra sem licença emburaca;
- Sinal de espanto é "vôte";
- Tá de fogo, tá bicado;
- Quando tá folgado, tá folote ou afolozado;
- Quem tem sorte é cagado;
- Pedaço de pedra é xêxo;
- Quem não paga é xexêro;
- O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro;
- Quem dá furo (não cumpre o prometido ou compromisso) é fulero;
- Gente insistente é pegajosa; - Catinga de suor é inhaca;
- Mancha de pancada é roncha;
- Briga pequena é arenga;
- Performance ou atitude de palhaço é munganga;
- Corrente com pingente é trancilim;
- Pão bengala é tabica;
- Desarrumado é malamanhado;
- Pessoa triste é borocoxô, macambúzo;
- "É mesmo" é "Iapôis";
- Borracha de dinheiro é liga;
- Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
- Fofoca é fuxico;
- Estouro aqui se chama pipôco;
- Confusão é rolo.
- É assim que acontece, visse?
sábado, 5 de dezembro de 2009
Hoje resolvi escrever...
Não vou deixar mais que a tristeza me invada,vou fazer dela uma alegria,vou olhar para ela de uma forma diferente,a gente realmente só aprende com a vida, não vai ser ninguém que vai nos ensinar,os sofrimentos aparecerão e vão tentar nos afogar e é nessa hora que temos que ver se realmente estamos sofrendo por coisas ou pessoas que realmente merecem...
As vezes precisamos refletir muito antes de fazer as coisas, e nem sempre é isso que acontece,somos tentados a fazer o que der na telha e depois se arrepender amargamente por o que foi feito,mas o tempo não volta atrás como diz Shakespeare:" Não importa em quantos pedaços seu coração está partido, o mundo não para pra que você o concerte", mais a gente nunca pensa dessa forma ,continua alimentando sofrimentos, que não necessitam de alimento, que são passageiros mais que nós não os deixamos ir embora...E devemos então deixar que os sofrimentos nos sirvam de ensinamentos, que as criticas mesmo que sejam destrutivas, sejam motivos para ir bem mais além e finalizando Augusto Cury certa vez disse: "A sabedoria de um homem não está em não errar e não passar por sofrimentos, mas no destino que ele dá aos seus erros e sofrimentos".
Por Monique D'Angelo 05/12/09
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Me pergunto como pude me envolver
Com alguém tão diferente de mim
Só se sabe o que é bom e o que é ruim
Quando sente na pele o que sofrer
Eu errei em viver só por você
Você não mereceu o meu amor
Tanto amor e você nem deu valor
Que nem sei como pude te amar
E muitas vezes que me vi chorar
Só por não ter mais o teu calor.
Sua capacidade era magoar
O coração de quem te amava tanto
E hoje penso aqui no meu canto
Como eu errei em te perdoar
Eu pensei que você ia mudar
Como eu mudei para ter você
Mais o jeito agora é te esquecer
Aprendi que não devo mais amar
Um alguém que não sabe nem sonhar
E não sabe que a vida é pra viver.
Monique D'Angelo
Com alguém tão diferente de mim
Só se sabe o que é bom e o que é ruim
Quando sente na pele o que sofrer
Eu errei em viver só por você
Você não mereceu o meu amor
Tanto amor e você nem deu valor
Que nem sei como pude te amar
E muitas vezes que me vi chorar
Só por não ter mais o teu calor.
Sua capacidade era magoar
O coração de quem te amava tanto
E hoje penso aqui no meu canto
Como eu errei em te perdoar
Eu pensei que você ia mudar
Como eu mudei para ter você
Mais o jeito agora é te esquecer
Aprendi que não devo mais amar
Um alguém que não sabe nem sonhar
E não sabe que a vida é pra viver.
Monique D'Angelo
Assinar:
Postagens (Atom)

